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7-26
demodulador FM (a) circuito No DEMODULADOR FM (figura 7-26) o sinal modulado recebido do limitador é acoplado através de um capacitor ao transformador, formando pulsos de fases opostas nos seus extremos. Os diodos D1 e D2 operam como retificadores de onda completa, produzindo um nível de saída proporcional à frequência dos pulsos (nível dc do sinal). O potenciômetro P1 fez o balanço entre D1 e D2 e sua saída atravessa um filtro passa-baixo que bloqueia resíduos de RF da modulação, transmitindo somente o sinal de vídeo.
7-27 dê-ênfase A DE-ÊNFASE tem efeito oposto à pré-ênfase, atenuando as altas frequências (ressaltadas na modulação) em relação às baixas. Seu circuito básico (figura 7-27) e efeito sobre o sinal são semelhantes a um controle de graves de rádio.
7-28 saída de luminância (vídeo) No estágio de saída de vídeo (figura 7-28) a luminância (recebida do demodulador/de-ênfase) é injetada através de uma linha de atraso, para compensar sua transmissão no circuito a velocidade maior que a crominância, com a qual será misturada para formar o sinal de vídeo. O amplificador de saída de vídeo encaminha o sinal para dois ramos diferentes - VIDEO-OUT e modulador de RF - este último antecedido de outra linha de atraso para sincronização do vídeo com o som. A entrada do amplificador de vídeo é selecionada por chaveamento para sinal de vídeo originado na reprodução ou sistema E-to-E na gravação recebido diretamente do sintonizador (e portanto sem atravessar as partes mecânicas de servo-mecanismo e cabeçotes). O MUTING ("emudecimento") é uma função que desliga vídeo e áudio durante certas operações, evitando ruídos e cintilações indesejáveis (por exemplo, no bobinamento FF e RW). Consiste num transistor chaveado pelo sistema de controle (microprocessador) que aterra o sinal nas operações de muting. Vimos que cada cabeçote varre uma trilha alternando a varredura (trilhas ímpares-cabeçote A, trilhas pares-cabeçote B). Se um cabeçote deslizar no tape, varrendo a trilha do outro, ocorrerá interferência no campo de TV chamado crosstalk. Luminância e crominância adotam sistemas diferentes para evitar o crosstalk. A luminância segue a mesma técnica anti-crosstalk usada em gravadores de áudio. Se o cabeçote é inclinado (ângulo de azimute) na gravação a reprodução por outro cabeçote sem a mesma inclinação será bastante atenuada, principalmente em frequências altas; mas se o cabeçote de reprodução tiver a mesma inclinação do cabeçote de gravação não ocorrerá atenuação.
7-29 inclinação de cabeçote Nos vídeo-cassetes o cabeçote A é inclinado 6º para a direita e o cabeçote B tem o mesmo angulo de azimute, mas para a esquerda (figura 7-29). Assim, o tape é gravado numa trilha ímpar com azimute +6º e na trilha par seguinte com 6º. Na reprodução normal acontecerá o casamento exato entre azimute de gravação e cabeçote reproduzindo (o cabeçote que gravou é o mesmo que reproduzirá), sem atenuação. Mas se um cabeçote varrer a trilha de outro será percebida uma diferença azimutal de 12º (inclinação à esquerda + inclinação à direita), resultando atenuação do sinal interferente. Para o ajuste de nível da ponta do sinc um frequencímetro é colocado na saída do modulador FM de luminância. O potenciômetro de nível do sinc (veja figura 7-12 e 7- 13) é ajustado para produzir no frequencímetro a leitura de frequência FM correspondente à ponta do sinc H (3,4 MHz no VHS). Para ajuste da extensão de desvio é ajustado anteriormente o nível do branco, seguindo instruções do fabricante. Um tape de alinhamento gravado pela fabrica é rodado no vídeo-cassete e ajusta-se o potenciômetro EXTENSÃO DE DESVIO no AGC para produzir uma saída de 1 Volt pico-a-pico em VIDEO OUT (checando-a com osciloscópio). Em seguida um cassete comum é gravado no vídeo-cassete e reproduzido, testando-se se a saída é 1 Vpp; se não for é feito novo ajuste do potenciômetro e nova checagem, até obter-se aquele valor. Caso o técnico não disponha do cassete de alinhamento da fábrica somente a 2ª parte do processo (cassete comum) é executada, apenas exigindo mais tentativas até se obter o resultado esperado. Geralmente as fábricas fornecem instruções detalhadas para ajuste da corrente de gravação. Entretanto pode ser usado o seguinte método empírico. Um cassete-teste é posto em gravação e em intervalos fixos do tempo (registrados pelo timer) o potenciômetro do amplificador de gravação ajustado para produzir na saída deste estágio incrementos de 0,2 Volts pico-a-pico. Em seguida o cassete é colocado em reprodução e checa-se a saída VIDEO OUT com o osciloscópio. Quando esta não mais apresentar aumento de voltagem (devido aos incrementos na gravação) corresponderá a saturação do tape, e a corrente de gravação é ajustada para o nível neste ponto (identificado pelo timer) . |
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