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7-7 características do filtro passa-baixo O filtro passa-baixo é um acoplamento de bobinas e capacitores que, devidamente ajustados na frequência de ressonância, fornece o nível de saída conforme a frequência do sinal na entrada. No caso, começa a ocorrer atenuação do sinal a partir de 3 MHz (figura 7-7), eliminando a crominância entre 3 MHz e 4 MHz.
7-8 filtro passa-baixo chaveado para cor ou preto e branco A atenuação do sinal a partir de 3 MHz diminui a faixa da luminância, reduzindo a resolução da imagem. Em programa a cores essa redução é obrigatória, mas em programação preto e branco não. Alguns vídeo-cassetes fornecem a opção de aumentar a resolução de programas acromáticos: é acrescentado um primeiro filtro passa-baixo que atenua a partir de 4,5 MHz (figura 7-8); se o programa for Preto e Branco ocorre um chaveamento que encaminha sua saída (com faixa de frequência aumentada) direto para o AGC; se o programa for a cores sua saída é chaveada para a entrada do filtro passa-baixo com atenuação a partir de 3 MHz. O chaveamento cor ou preto e branco é feito automaticamente por um pulso do inibidor de cor que detecta se o programa é a cores ou acromático.
7-9 AGC de luminância No estágio AGC (figura 7-9) o separador de sinc H recebe o sinal composto de vídeo já sem a crominância (filtrada no estágio anterior). Ele separa o pulso de sincronismo horizontal e o encaminha para o detector de pico, que gera uma tensão dc proporcional ao seu valor pico-a- pico. Um FET (transistor de efeito de campo) é colocado em série com um resistor, servindo como resistência de controle do ganho do amplificador de AGC. A resistência do FET entre dreno e "source" (correspondendo a coletor e emissor, respectivamente, de transistor bipolar) depende da tensão aplicada a seu "gate" (correspondendo à base do transistor bipolar). Um pulso de sinc H com nível acima da média (independente das flutuações no tempo de traço, que dependem da cena) gera uma tensão dc grande no detector de pico, que diminui a resistência do FET, reduzindo o ganho do amplificador de AGC e em consequência atenuando o sinal de luminância que alimentará o modulador FM. Esse esquema de feed-back (retro-alimentação) mantém o valor pico-a-pico do sincronismo num nível constante, permitindo variações apenas da informação da cena contida entre os tempos de apagamento.
7-10 contendo circuito de AGC e modulador FM A amplitude do sinal modulador determina a extensão dos desvios na modulação FM. Controlando o divisor de tensão representado pelo potenciômetro EXTENSÃO DE DESVIO ajusta-se a tensão dc gerada no detector de pico para obter uma amplitude do sinal que leve a modulação FM de 3,4 MHz a 4,4 MHz. Na prática todo o circuito de AGC está contido num único CI, juntamente com os circuitos do modulador FM (figura 7-10). Apenas o potenciômetro de controle da extensão de desvio é externamente acessível. O efeito do estágio de PRÉ-ÊNFASE é semelhante ao controle de agudos ("treble") de rádio, atenuando sinais de baixa frequência, o que ressalta ("boost") as altas frequências.
7-11 pré-ênfase (a) circuito (b) curva de amplificação Um circuito RC paralelo é ligado ao emissor do amplificador de pré-ênfase (figura 7-11a). No extremo de baixa frequência o capacitor apresenta impedância (aberto), fazendo toda a corrente atravessar o resistor e aumentando a tensão no emissor, o que despolariza o transistor e diminui o ganho da amplificação. No extremo de alta frequência o capacitor tem pouca impedância (em curto), praticamente pondo em curto o emissor com o terra, o que aumenta a polarização do transistor e o ganho da amplificação. A figura 7-11b ilustra o efeito do circuito de pré- ênfase. O estágio CLAMP (grampeamento) é apresentado depois da pré-ênfase, mas em alguns aparelhos pode aparecer antes dela. Opera nas mesmas bases do restaurador dc de televisores antigos e seu circuito tem semelhanças com o dobrador de tensão.
7-12
circuito clamp (grampeamento)
7-13 formas de onda no estágio clamp (a) entrada (b) saída O circuito de clamp é visto na figura 7-12a. Quando o sinal de vídeo (recebido da pré-ênfase ou do AGC) encontra-se no ponto mais negativo - a ponta de sinc- o capacitor se carregará com tensão positiva de B+ através do diodo; isso significa que no capacitor a voltagem referente à ponta de sinc será a tensão B+ reduzida pela queda no potenciômetro e no diodo, ou seja, uma tensão dc fixa e ajustável. Na excursão positiva do sinal (figura 7-12b), correspondendo ao nível de branco, o diodo fica inversamente polarizado e é cortado do circuito; a carga acumulada no capacitor durante a excursão negativa o transforma numa bateria, que adiciona sua tensão dc fixa à tensão variável do sinal, estabelecendo um patamar mínimo - exatamente o nível dc da ponta de sinc H. A figura 7-13 ilustra o sinal antes e depois do estágio clamp. Como a amplitude do sinal determina a frequência na modulação FM, o potenciômetro é ajustado para que o nível dc da ponta de sinc H corresponda à frequência de modulação 3,4 MHz. O processamento do sinal, especialmente a pré-ênfase, cria picos de transição que ultrapassam o nível normal de branco. Se tolerados eles provocarão sérias distorções na gravação no tape. O estágio CLIP simplesmente "poda" o sinal acima do nível de branco.
7-14 circuito clip
7-15 efeito clip no sinal O sinal recebido do estágio clamp é injetado na base do seguidor de emissor (figura 7-14), de onde irá para o modulador de FM. Entre o clamp e a base é posto um diodo em paralelo, cujo catodo é ligado a B+ através de um potenciômetro. A voltagem da ponta do sinc até o nível de branco é insuficiente para polarizar o diodo, que permanece em corte; nesta condição todo o sinal chega à base do transistor e é amplificado. Picos de transição acima do nível de branco polarizam o diodo, que se comporta como um curto-circuito a partir deste nível, mantendo-o como valor máximo amplificável. A posição do potenciômetro determina a tensão de polarização do diodo, sendo ajustada para o nível de branco. A figura 7-15 ilustra o efeito do estágio clip no sinal. |
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